segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Surpresa de Poeta

Ontem, último  domingo de agosto no quinze, fui a um aniversário parecido comum; com bolas, bolos e bodes. Carnes e camarão, música da moda, aquelas de Bartô a Motéo. Num tinha tristeza, alegria era o estado das pessoas, uma gleba familiar e prosas em comemorar, assuntos, piadas, segredos e cochichos era comum se ver.

Entre asuntos e opiniões, fatos e versões fazia ocupação do espaço sonoros orais, de politica a ciência, de religião e consciencia. Ponto, a real é que ela apareceu como assunto, ela a poesia, com roteiro linguistico de cordel e profunda identidade com o sertão, com legitima real história de Lampião, tendo cuidado na versão, de canto boiadeiro que só o cordel tem com sua afinação e que vos apresento, um homem que narra o cangaço, o sertão e um dos seus mais atores da causa, O Lampião!

Esio Firmino se apresentou como  poeta cordelista, quando viu meu livro de poesia: Poemas para rimar, amar e lutar...; e me apresentou o seu trabalho que ainda não foi publicado, O TRILHAS do CANGAÇO-história versejada, folheei rápido e me abismei com a capacidade do canto e da palavra forte ao ler pela manha de hoje, me postei a publicá-lo pelo Bichiga Taboca e aqui está a tarefa, de publicar algo original e deixo aqui o gosto de uma colherada dessa obra:

"Já segui rastro de onça
mesmo sem ser caçador
já enfrentei desafios
sem meter ruina mistérios
sem ser investigador"

Assim encontrei esta fera numa festa corriqueira e me encatei com ela a poesia, revelada por Esio Firmino, que pensava que estava morta entre as mesmices do dia a dia, me fiz ouvidor da quermesse depurando o que tem de verbo no nosso momentos de distração e que merece attenção desse pobre poeta, que ainda tem alma e coração.

Celino.