terça-feira, 28 de maio de 2024

Opção preferencial pelo limbo*

 

Opção preferencial pelo limbo*

A militância ativa é essencial na esquerda: equilibrar o debate teórico e a ação popular contra a superficialidade digital e a centralização nas direções é um desafio urgente.

Foto: Rafael Smaira/Midia NInja

Há momentos na luta política em que ganha peso decisivo a atitude militante.

Para o bem ou para o mal.

Como agora, em que a prática consequente não pode prescindir, sob nenhuma hipótese, de duas condições essenciais: a peleja no terreno das ideias e a ação junto ao povo.

Mas, estranhamente, no contingente atuante nos partidos situados à esquerda há uma espécie de “alergia” tanto ao debate teórico e político aprofundado, como à atividade na base da sociedade.

A resultante pode ser o que Lênin chegou a chamar de “praticismo cretino” e uma vulnerabilidade absurda face a comunicação digital instantânea, superficial, fragmentada, distorcida e predominantemente reacionária.

Nos anos 80 e 90, o livreiro Tarcísio Pereira, proprietário da histórica Livro 7, no Recife, dizia vender mais livros em tempo de crise porque crescente era o público interessado em melhor compreender a complexidade das oscilações econômicas, o fio da História e os conflitos políticos presentes e que tais.

Hoje, frequentemente se revelam dados estatísticos indicativos de que no Brasil se lê menos.

Na verdade, mais e mais gente se informa pelos meios digitais, fragmentariamente e sem maior profundidade, e muito do que se sabe se perde na polarização própria do que se tem chamado de “guerra cultural”, no tom predominantemente determinado pela direita.

Concomitantemente, a militância se vê atraída pelas instâncias “gerais”, seja postos de direção nas entidades dos movimentos sociais, seja nos partidos, seja também na esfera dita institucional, que envolve cargos de mando ou de assessoria na máquina administrativa ou em conselhos setoriais.

Entretanto, mais do que nunca são necessários vínculos efetivos com a base da população – nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas concentrações habitacionais.

Para ouvir, sentir, compreender, debater e mobilizar à luz de uma linha política consequente.

No que tange especificamente ao partido político idealizado por Lênin, duas são a instâncias organizativas indispensáveis: o Comitê Central, ou seja, a direção nacional, que há de ser teórica e politicamente competente, coesa, disciplinada e influente; e a rede (de milhares) de Organizações de Base vinculadas aos trabalhadores e ao povo.

Órgãos dirigentes estaduais, municipais e distritais são, em essência, meramente intermediários entre o centro dirigente nacional e as bases.

Daí ser nociva a concepção de que essas instâncias de direção locais ou regionais – seja no partido político, seja nos movimentos sociais – se bastam a si mesmas.

Quem assim pensa e se comporta faz, na prática, uma nefasta opção preferencial pelo limbo – onde quase nada se cria e pouco se faz.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Crônica de um dia fúnebre para o esporte

Talvez os destaques dos noticiários de esportes, fosse a derrota do palmeiras, o chocolate do Flamengo ou os placares da libertadores; não foi! Apolinho depois do terceiro gol do flamengo, foi feliz pela ultima vez em sua vida; Antero Greco no avanço de um tumor, perdeu jogo da vida e o homem dos bordões futebolísticos também perdeu a vida no apito final, registro a lembrança do "levantou a flanela!" ou "meteu o sapato..."; o grande Silvio Luiz, que quebrou a didática padrão de se narrar um jogo de futebol.

A morte tira de campo no jogo da vida, três grandes craques do suporte de nosso futebol, que produziram cultura, analise, narrações e comédia com os dias duros dos torcedores Brasileiros; a perca deixa um legado do jornalismo e de pessoas com alto grau de experiências no protagonismo que o nosso futebol tem.

Tirou de cena a noticia central que é o desastre ambiental no Rio grande do sul, comoveu pelo peso e conhecidencias das figuras importante no dia a dia do povo, dos desportistas e dos torcedores Brasileiros; os conflitos da Ucrânia e Palestina também ficou sem muito destaque pelo grande impacto.

O futebol chora e fica triste, porque já estamos tristes a três semanas pelos irmãos gaúchos que enfrentam o desastre ambiental, estamos tristes porque a violência impera e como também uma onda de tirar a esperança de melhores dias no atual governo, mas enfim, combatemos em luta.

ficamos com a memória e os dias felizes narrados por estes jornalistas que nos trouxe muitas informações bombásticas, explosivas de gols e líricas do futebol...


Celino Bezerra 

Conselho Municipal de Educação toma posse. Diretora do SINTSERP, Géssica Apolinário, é a nova presidenta do CME.

Na última sexta, 10 de maio, o Conselho Municipal de Educação de Parnamirim (CME) empossou seus representantes. A solenidade ocorreu na Secretaria Municipal de Educação com a presença dos conselheiros, educadores, gestores, servidores, além da comunidade escolar. Os novos conselheiros exercerão seus mandatos durante o triênio 2024/2026. O novo colegiado conta com a participação de 5 diretores do SINTSERP: Géssica Apolinário, Elisangela Fonseca, Marcelo Lima, Nísia Paris e Francisco Ferreira.

Os novos conselheiros tem a responsabilidade de fiscalizar, monitorar e assessorar a prefeitura de Parnamirim na execução dos serviços, programas, projetos e benefícios da educação.

O Conselho Municipal de Educação de Parnamirim é o órgão normativo do sistema de ensino de nossa cidade. É composto por membros que são responsáveis por auxiliar nas atribuições do poder público municipal nas matérias de natureza consultiva, deliberativa, normativa, fiscalizadora e no assessoramento no âmbito da educação da rede municipal de ensino.

O CME foi criado pela lei municipal nº 1.192/2003 e consolidado pela lei nº 1.294/2006. Antes da criação do colegiado, a educação no município era regida por leis estaduais. O Conselho possui um regimento interno, que atua nos  subsídios das políticas educacionais, podendo alterar a grade curricular, participar da construção do Plano Municipal de Educação e opinar sobre o Plano de Cargos e Salários dos Educadores.

A aprovação do calendário escolar, participação nas audiências com a Promotoria da Educação, avaliação dos indicadores de qualidade do ensino, visitas técnicas e acompanhamento às ações do Conselho das escolas e centros infantis também são responsabilidades do Conselho. O colegiado é formado por professores, gestores e conselheiros escolares, pais e alunos, além de representantes de instituições ligadas ao âmbito educacional.

Após a solenidade da posse, o CME realizou sua primeira reunião onde foram escolhidos os membros da sua mesa diretora. O colegiado elegeu como presidenta do Conselho a servidora do município e diretora do SINTSERP, Géssica Apolinário e como vice-presidente, Pollyanna Pereira. A secretaria do colegiado ficou a cargo da também diretora do SINTSERP, Nísia Paris e do jovem Igor Nascimento.

Confira a nova composição do Conselho Municipal de Educação de Parnamirim - Triênio 2024/2026:

Representantes da Inspeção Escolar:

  • José Lucio de Araújo Ramos Filho
  • Diogo Tinoco Ferrário Costa

Representantes dos Diretores Escolares:

  • Pollyanna Pereira Pinto
  • Maria Rosângela da Silva

Representantes dos Conselheiros Escolares:

  • Marcelo de Lima Bezerra 
  • Elisangela de Souza Trajano

Representantes do COMDICA:

  • Elisangela da Silva Fonseca
  • Luís Paulo Silva dos Santos

Representantes dos Interesses Educacionais:

  • Igor Kauã da Silva Nascimento
  • Nisia Maria Paris de Medeiros

Representantes dos Pais de Alunos:

  • Heloísa da Silva Pinheiro 
  • Gessica Karolayne da Silva Apolinário

Representantes da Educação Infantil:

  • Milena Alves Teixeira 
  • Gildene Rodrigues de Araújo 

Representantes da Educação Fundamental:

  • Francisco das Chagas Nascimento Ferreira 
  • Jannaina da Silva Alves 

Representantes do EJA:

  • Francisco Melquíades Falcão Leal

#SINTSERP Sindicato

 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

O Novo Ano

Nasceu pra viver pouco

tem apenas 365 dias

tempo curto

com data de validade


o surto de vaidade

vírus, traições

ódio e leviandade

longe das ações de caridade


o que esperar

deste ano novo?

um estorvo?

dias felizes ou louco?


nesse primeiro dia

acordei na meia noite

com fogos

e estouros


foi assim,
em nova Parnamirim...

terça-feira, 19 de março de 2024

 

“O poder de escutar um ao outro” *Edilberto Cleuton (Gestor Escolar)

**Por ocasião, a fundação do fórum de gestores escolares municipal de Parnamirim

 

Poderia ter sido no dia do nascimento do homem que escreveu a ideologia alemã, que é o mesmo dia do nascimento de Castro Alves, mas não foi, foi no dia que se comemora o dia da escola.

O dia 15 de março, foi marcante para o conjunto de gestores da cidade de Parnamirim, no auditório da biblioteca municipal; talvez alguns que não sabe a dimensão desse pleito tão importante para a categoria e para esse segmento que precisa se defender contra os atos antidemocráticos vivenciados no nosso país e na câmara de vereadores, que ameaçam a luta de conquista das eleições diretas nas escolas municipais.

Mais afinal o que é de tão importante um fórum de gestores escolares e ainda municipal?

Poderiam se perguntar sobre isso, mas, sempre um, mas...

O fórum de gestores de escolas municipais, tem três grandes aspectos a serem considerados para o desenvolvimento das gestões municipais, como o papel de gestor trabalhador e não gestor patronal, mais sim coletivo.

E aqui apresento o primeiro aspecto, que é de reconhecimento de classe num universo de trabalhadores, coletividade; o segundo aspecto está no ato de pleno desenvolvimento democrático, no que se diz no respeito a representatividade e ator que cria elos democráticos no funcionamento da escola e o terceiro é a atenção nas demandas de funcionamento da escola e como também a troca de experiencias nesse ato do fazer, entrelaçado a relação da remuneração deste fazer ato democrático.

A grandeza que tem a unidade dos gestores, fortalece a categoria de trabalhadores em educação, entretanto a fundação deste dispositivo orgânico de um segmento que gerencia, administra as escolas e centros infantis, tem um significado fundamental para a luta pedagógica que temos.

Conforme o relatório do 1º Simpósio de gestão escolar de Parnamirim, organizado pelo SINTSERP no ano passado, as demandas e preocupações em defender a gestão democrática, conquistada a dez anos atrás, nos remete a fortalecer uma geração de substituição nesta experiencia de gestor na cidade de Parnamirim.

Não podemos perder essa oportunidade de mostrar a educação democrática como saída da sociedade, como educar a sociedade e como civilizar a sociedade; infelizmente a corrente ideológica farsante, veste a farda militar para ocupar aos poucos esse estilo de gestão nas escolas de Parnamirim, sendo acoitada pelo poder executivo e legislativo desta cidade (a elite do município).

Não é um ato democrático, que senhor Taveira faz, cria uma lei que institui duas escolas cívico militar na cidade Parnamirim; esta lei agride a estrutura civil e a comunidade pedagoga, aos educadores, aos professores de nossa cidade, isto não é à toa ou bondade, para aqueles que não conhecem o estilo “educar” de militar ou talvez não conheçam as vertentes pedagógicas; porque nem no antigo PCN´s (parâmetros curriculares nacionais) a didática dos militares está contemplada.

Portanto, o dia 15 de março em Parnamirim, foi um momento de alerta a estas questões; o Fórum é celebrado com festa, para aqueles que precisam ouvir um ao outro, escutar o universo do chão da escola, dos conflitos no mundo do trabalho educacional e na saúde mental dos que fazem a escola.

Aqui, parabenizo a Marcelo de lima, Juvina Celia, Poliana Pereira e todos os gestores consciente deste papel importante de nossa categoria de educadores e trabalhadores na educação. Viva a escola e sejamos atores desse mundo lúdico e ao mesmo tempo concreto de nossa contemporaneidade...

 

                                                    Jocelin Bezerra - Celino

                             Professor da Rede Municpal de Parnamirim

      (Um dos organizadores da greve que garantiu a lei diretas p/ diretor de escolas)

terça-feira, 14 de junho de 2022

A volta depois de 6 anos

 


Primeiro pedir desculpas, ao tempo ausente. mais estamos de volta e iremos aqui escrever, contos e muita politica e cultura; aguardem os capitulos em diante...

celino bezerra

terça-feira, 31 de maio de 2016

A sentença da promotora a quem planeja conhecimento


Ocupar esta tribuna pela primeira vez na casa legislativa desta cidade poderia ser na ocasião em fazer um apanhado das lutas de todos os servidores do nosso município, poderia aqui expor sobre ausências de direitos que esta casa poderia validar e deve; poderia falar do PCCS da saúde que ainda esta casa não aprovou, poderia falar da merendeira que não tem o direito de insalubridade, poderia falar dos vigias que não tem o risco de vida numa cidade tão violenta ou da lei 900/96 que garante o plano de carreira aos servidores geral, das eleições diretas para diretor, do plano municipal de educação ou da merenda que não é de qualidade; mas espero termos mais oportunidade de expor estes problemas aqui nesta tribuna.

Mas por acaso tem uma coisa que mais nos chama atenção, que é uma atitude surgida por parte de quem deve defender o direito e não tirá-lo, falo do inquérito civil da promotora Luciana Melo
.
“Quais as principais funções de um Promotor de Justiça?

O Promotor de Justiça é responsável pela defesa da ordem jurídica, do Regime Democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”
Pois a promotora Luciana Melo, instaurou um inquérito civil público contra os professores, a educação e contra a lei 11.738/08, que garante a estes profissionais o direito de planejar suas aulas obtendo 1/3 da carga horária para esta função; acusando os professores de ócio remunerado.

Estamos em pleno século 21, onde a tendência do mundo trabalho é avançar na qualidade deste em especial a quem produz as necessidades da sociedade; a atitude da promotora vai de encontro à lei e jurisprudência garantida com muito suor.

Enquanto os trabalhadores historicamente no século XVII, XVIII, XIV, XX e XXI foram tentar quebrar a ditadura do relógio do capital, de dar aos trabalhadores tempo a vida, ao lazer enfim viver e não ser escravo do trabalho a favor do capital; a conquista da Lei 11.738/2008 é fruto dessa luta secular aos professores, afinal o nosso trabalho é construir o produto subjetivo/imaterial da sociedade que é o conhecimento e isto não é tarefa pequena, é grandiosa e prioritária para a sociedade.

É bom lembrar que existe no Brasil uma luta para diminuir a carga horária no regime de trabalho, que passe de 44h para 40h semanal, num intuito de melhorar a qualidade da produção no nosso país; porque a atual carga horária no Brasil ainda compromete a saúde do trabalhador e a qualidade do produto, afinal trabalhador cansado não produz de forma qualitativa.

É bom lembrar que hoje os trabalhadores na França estão paralisados porque o presidente daqueles pais está retirando um direito conquistado com muita luta por eles, não querem regredir, aquele país os trabalhadores têm a menor carga horária (36h) do planeta e tem sua produção em alta escala e qualitativo devido o critério de respeitar o trabalhador como ser humano e não colocar ele no mundo da alienação ao trabalho.

Durante muito tempo o trabalho docente não era regulamentado em suas especificidades em especial a sua carga horária, a Lei do Piso dos professores deu esta condição em pleno governo desenvolvimentista que do qual hoje foi golpeado pelas elites em seus aparatos de poder o chamado consórcio elitista (mídia, promotor, banqueiros e bancada da bíblia e da bala).

Quais os argumentos da senhora promotora para tal fim?

Em síntese a promotora Luciana Melo apresenta sua defesa que os professores devem cumprir carga horária em hora relógio e não hora aula (definida pela lei nacional); a hora aula é reconhecida pelo MEC (Ministério da educação) e pela constituição Federal Brasileira, ou seja a promotora que fazer de Parnamirim um outro país, com Lei especifica para os professores, porque segundo sua “defesa” a hora aula trás danos ao erário público.
A promotora Luciana Melo quer que os professores tenham a jornada de 60h e não 50h como garante a constituição e a Lei do Piso, segundo ela, só assim terá mais professores em sala de aula e os “gastos” serão diminuídos. Só pra quem entende que educação é gasto e não investimento.

Ora, sejamos sensatos! Nem a Prefeitura questiona a Lei 11.738/08, será que só é isso que trás dano ao erário público?

Perguntar não ofende, aqui faço as perguntas para a reflexão do debate:

1.    Porque a promotora que já está preocupada com o erário público, ela não fiscaliza o dinheiro que está sendo “investido” no saneamento da cidade?
2.    Porque não fiscalizou a situação da merenda nesses últimos anos que do ponto de vista nutritivo é qualificada como merenda para obesidade com lactose e massa?
3.    Porque não fiscalizou o dinheiro que seria gasto com o kit dengue que custaria 800 mil ?
4.    Porque não processou a prefeitura que gastou dinheiro com livros que se quer ainda foi entregue aos alunos?
5.    Porque não intimou o prefeito Mauricio Marques e a ex secretária de educação do dinheiro que foi gasto com o aluguel de uma Biblioteca fantasma que custou em 3 anos 128,340?
6.    Porque não intima o prefeito pelo gasto em grande numero e alto salários dos cargos comissionados, que alguns se querem vão ao trabalho?
7.    Porque a promotora se negou a ajudar as negociações de implementação do plano de carreira e nas greves que tivemos? Já que seu argumento foi que a Promotoria não se metia em reivindicação de trabalhadores?
8.    Porque questionar a carga horária de um piso de Professor já que a mesma promotora tem uma carga horária igual a nossa e recebe 14 vezes mais ?

Minha conclusão é que a promotora não ajuda o processo de qualidade de ensino no município, compreende a educação como uma fábrica, ou seja, a famosa educação bancária que tanto Paulo Freire condenou; desconhece o papel de planejar e a vida cotidiana dos professores, seu argumento desqualifica o terço da carga horária, que foi conquistado pioneiramente no estado por este sindicato na justiça, já que era para ser implementado automaticamente por todos os prefeitos e governadores deste país.

O direito de planejar é sagrado, é nele que conquistamos êxito com aquele aluno, filho de trabalhador que começa a aprender e a fazer leitura de mundo; é este planejamento que nos garante e entender o processo de ensino e aprendizagem. Fazem os alunos terem a melhores notas na prova Brasil, que não é dado aos professores, mas o prefeito que leva o bônus da bem feitoria.

Planejar é dar vida ao processo de ensino aprendizagem, é uma das atrações principais da escola. É essa ferramenta que faz a escola ter um mínimo de qualidade e faz a escola ser mais atrativa para comunidade e em especial aos seus protagonistas da aprendizagem; negar o planejamento é anunciar a morte da qualidade de ensino.

O que queremos como sindicato, é solicitar um amplo debate sobre o tema e garantir a lei, a conquista e a dignidade; esperamos desta casa no mínimo a defesa da Lei, da dignidade e uma nota de solidariedade a quem constrói o futuro dos filhos dos trabalhadores, o futuro da cidade com conhecimento.

Esperamos que esta casa convide a promotora pra fazer um debate sobre o tema e que possa ser digna de sua humildade e voltar atrás de uma coisa que não é papel de Promotor, tirar direito é retroceder a linha da história; porque a partir de hoje nós professores temos uma grande tarefa que é orientar nossos alunos a serem promotores para dar dignidade, defender o direito, a constituição e não faça igual a Luciana Melo, que por acaso não passou por escola pública e nem muito menos conhece o cotidiano da vida dos professores e tenta fazer destes réus porque apenas planeja para uma melhor aula e um futuro aos nossos alunos.


                                               Jocelin Bezerra – Celino
                                    Professor da Rede Municipal e Pte. do SINTSERP