Concluo uma nova etapa de vida politica, etapa que mostra um outro olhar de fazer política; porque luta politica é cotidiana, volto as tarefas que sempre na vida teremos e nelas andando, viajando e navegando; aprendemos muitas coisas, essas coisificações nos ensina e nos mostra uma outra forma de olhar a realidade.
Imaginem o quanto escutei: " só voto se tiver alguma coisa", "me ajude que ajudo o senhor", "são tudo ladrão!", "é tudo assim, promete, promete e não vejo nada"; mais escutei: " voto em voce por ser pobre" "boa sorte", "voto no senhor porque senhor não ganha mesmo".
Isso foi um pouco do fardo eleitoral, de uma cultura ainda distantes de homens conscientes ou de uma Grécia; mas vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mais aprendendo a jogar.
Essa cultura comercial do voto, da consciência política foi o método vicioso que as elites corenelistas criaram e minha geração rompeu com isso muito pouco; a categoria do senso comum emburrece o ser social cada vez mais abrupta, no campo da luta das idéias; as forças ocultas das elites reproduzem seu senso na cadeia midiática.
Prá romper com este ciclo teremos muitas tarefas, a prova disto foi a nova correlação de força no congresso nacional, a esquerda diminui a bancada e figuras como Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado nos faz questionar o que foi que aconteceu depois das Ruas de Junho? tudo aquilo prá dar nisso? No RN elegeu 5 filhinhos de papai e corremos o perigo de elegerem Aécio.
É preciso muita cultura prá cuspir na estrutura, precisamos fazer uma revolução cultural no país, com urgência e pode, deve sair com politicas de estado, caso não, não vale a pena eleger por eleger a social democracia; que só pensar governar paliativos com ações tímidas. Dilma tem que dizer prá que veio e colocar o Brasil neste segundo mandato como prioridade a reforma politica, marco da comunicação e reforma tributária com taxação das grandes riquezas; só isso já vai fazer muita coisa.
Minha tarefa com meus companheiros é estar na trincheira de luta ideológica, sindical e popular, porque navegar é preciso...
Jocelin Bezerra- educador e ativista politico

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